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Jun
17

Borra no óleo

Por que óleo inadequado forma borra?

Óleo contaminado é um óleo que não cumpre mais o que se propunha.

Só lembrando que o papel principal do óleo é dissipar calor e faz isso sobretudo pela redução de atrito

Bem..você liga o motor, as peças q estavam quietinha começam a roçar uma na outra..a coisa esquenta e se não fizermos nada elas vão se fundir ou quebrar…
Bem..a bomba de óleo suga todo o óleo q pode e cospe em cima dessas peças….

Mas a bomba está pegando um óleo frio, que não flui bem como quando está quente..mas ela tem q jogar lá…

É aqui que vai entrar a importância do SAE …a viscosidade do óleo.

A 1a coisa a ser dita: o 10W, 5W ou o número que for não tem NENHUMA relação com a temperatura ambiente, de trabalho ou a que for que te disserem.
O SAE w significa menor resistência ao movimento, fluidez….

Quer dizer então que ele sobre mais rápido pras partes altas do motor…Não é bem isso, mas pode-se se dizer que sim..agora 0,02 segundos mais rápido não é algo que faça a diferença..
Daqui a pouco em voltou nisso

Lembra do papel principal do óleo que é dissipar calor? (resfriar).

A água faz esta função muito bem e é excelente em fluidez…mas é fraquíssima em resistência térmica…100o ao nível do mar e já evapora..quanto maior a altitude, menor será a temperatura necessária pra evaporar..

Agora vamos para o outro extremo: graxa. Dissipar calor e muito bem…afinal ainda está em estado sólido..até q atinja uma temperatura suficiente pra se liquefazer e evaporar vai demorar muuuito…MAS..sua fluidez é um lixo..imagine você tentando sugar uma pelota de graxa com um canudinho…

Bem…agora dá pra voltar pro SAE..o SAE “frio” flui melhor…

Pois bem…eu tenho que bombear alguma coisa que entre no meio das peças que estão se roçando E não evapore fácil…então tenho que jogar algo que se aproxime a máximo do cada um tem de melhor: a fluidez da água, a resistência térmica da graxa…e esta coisa é o óleo…

Aí vem a vantagem de um 5W sobre um 25W…FLUIDEZ…enquanto “frio” eu consigo bombear uma quantidade maior de óleo (vazão) que passará mais rápido pelo local e sofrerá um esforço térmico menor para fazer seu trabalho.

Mais óleo passando por um vão significa que conseguirei ” roubar” calor mais facilmente e por conseqüência disso o atrito será menor…

é o lance de tomar com um canudinho um copo de suco ou de milk-shake…..vc bebe todo o copo de suco bem mais rápido…acho q mataria sua sede mais rápido, não?

Ah..blza..então eu protejo mais o motor enquanto ele está frio…mas ele tem que esquentar..e QUENTE o motor funciona melhor…
Quando o motor atingiu a temperatura ideal de trabalho suas peças já estão corretamente dilatadas, suas folgas foram reduzidas…e o óleo esquentou..logo, ele flui melhor, afinal está quente…

ESSA É A RAZÃO de você trocar o óleo como motor quente.pra q o óleo desça mais rápido.

Só que após uma certa temperatura o óleo não consegue mais dissipar calor, e passa a sofrer com ele..uma hora ele vai vaporizar assim como a água o faz. Uma parte se vaporizou e outra mais pra frente formará borra…
Nesse momento, aquela parcela de óleo que vaporizou é algo contaminado..não é mais aquele óleo novinho na garrafinha..vai passar pelo blow-by e voltará para o cárter quando o motor esfriar e conseguir voltar para uma forma líquida…
Esse óleo 1/2 boca escorre até o cárter e mistura-se com o óleo “íntegro”…

Estamos colocando no cesto a 1a laranja apodrecida…

Como nenhum óleo vai agüentar esse roça-roca por muito tempo (mesmo q fosse um SAE 180) a BOMBA de óleo está SEMPRE fazendo com q ele circule…

Quanto mais óleo passar pelo circuito (fluidez), menor será a temperatura em que este óleo chegará enquanto em contato com as peças..logo eu evito que ele se aproxime muito do limite de sua resistência térmica.

E é justamente na fase fria do motor em que o óleo “está difícil de fluir” que eu tenho uma vazão menor…
Enquanto 50ml de óleo no meio de duas peças chegariam a uns 200o por exemplo…se eu tivesse 100ml de óleo nessa jogada a temperatura deste óleo estaria a uns 120o, por exemplo..

DAÌ VEM O VALOR DA FLUIDEZ (ou viscosidade) para evitar a formação de borra.

Do outro lado eu tenho o SAE ” quente”..o número após o W. Se eu usar um óleo que não atinja o q o motor exige, sua resistência térmica será inferior ao esforço q o motor o submeterá..logo…vai vaporizar e formar borra muito mais fácil…
Se eu melhorar este SAE “quente” sua resistência térmica será um pouco superior…mas como especificação original suporta a temperatura de trabalho do motor, meu ganho não será tão expressivo assim…

Agora, apenas o SAE não faz do óleo uma garantia de que vc não terá problemas com borra no seu motor..

Há outras coisas especificações a se observar, dentre elas o API

Quanto maior for a classe API do óleo, maior será sua resistência à contaminação à oxidação por resistência térmica.

Um óleo de API superior significa que este óleo consegue se manter “íntegro” por mais tempo..ou seja..ele não sofrerá tão rapidamente os efeitos da contaminação. Dessa forma, um óleo SL consegue manter suas características (incluindo o SAE) por uma km maior que um SE, por exemplo..

mas aqui temos um alívio…se teu motor pede um SL e vc usa um SE, o óleo manterá ainda por um período suas características…ou seja: se eu antecipar sua troca (antes de q ele não consiga mais se manter íntegro) não terei prejuízos.
Por exemplo: O óleo SE continuará sendo um 20W40 por digamos 2mkm….Até este “limite” ele faz o mesmo que o 20W40 SL…

BASE do óleo:
Aqui é um ponto interessante, dá de frente com muitas lendas.

Mineral ou Sintético….qual a diferença prática de um para o outro? E pq alguns dizem q sintético não é bom, que forma borra e isso e aquilo?

A vantagem do óleo sintético é PERMITIR que eu tenha uma maior flexibilidade quanto ao meu SAE e PRINCIPALMENTE oferecer maior resistência à oxidação química, gerada pelo contato com combustível.

SE o API me oferece resistência à oxidação térmica, a base me oferecer resistência à oxidação química.

Ou seja: eu “sofro menos” em contato com o combustível..logo: reforço a integridade deste óleo e ADIO a formação de borra…

Borra é a oxidação do óleo que se solidificou….se meu óleo suportar esta contaminação com o tempo ele vai dissolvendo a borra e incorporando-a com o resto que tiver no cárter…
Por isso que enquanto novo um óleo consegue dissolver parte da borra contida nos condutos de óleo…aliás é comum mecânicos aconselharem vc rodar algo como 1mkm com um óleo novo para ir dissolvendo a borra..

O óleo sintético resiste melhor à formação de borra….logo vc conseguirá manter este processo de dissolução da borra já formada por um período maior…resultado: maior quantidade de borra dissolvida…

Num motor com muita borra, isso pode ser prejudicial..aquela pelota q estava fixada a uma parte do virabrequim pode dissolver-se e ficar menor..com isso ela pode migrar e parar dentro de um conduto de óleo …

Daí o medo de alguns em usar óleo sintético…mas se vc sempre usou óleo “bom” e trocou em intervalos q não permite formar borras, vc terá um motor com menores obstruções…logo, com maior vazão de óleo e menor probabilidade de formar borra.

A faixa normal de um mineral fica entre um 20W50..mas há casos de um 5W30..
Num sintético eu encontro faixas mais ” amplas”..como um 5W60….

Como o COMBUSTÍVEL CONTAMINA O ÓLEO?

Bem..por dentro do bloco circulam condutos de óleo e de água…e em algum ponto do bloco ou do cabeçote há a troca térmica através da água.Algum retentor ou selo pode romper-se e nesse caso vc passa ater contato entre água e óleo..
òleo com água misturada é algo bem inferior ao óleo na garrafinha…

Mas aí é algo que foi causado por um problema externo..mas já é um ponto de contaminação.

O combustível não se mantém diretamente em contato com o óleo…mas o afeta de algumas formas:

O pistão sobe e desce pelo cilindro…e eu tenho q ter algo entre eles para dissipar parte deste calor…e adivinhe quem irá fazer este papel? O óleo que fica retido através das ranhuras nas camisas do pistão….
parte dele manteve contato com as paredes do cilindro…e no próximo ciclo quando a mistura for injetada terá contato com este filme que protegeu as paredes…

Oficialmente este filme de óleo deveria ser queimado junto com a mistura e sumido via escape….sim..mas algo fica…

O motor esfriou, esta pequena parcela como sabemos irá se misturar com o óleo no cárter..e temos uma parte de óleo contaminado..pouca coisa..

Mas pense que este óleo contaminado começa a reagir como o óleo ” íntegro” e com o tempo este “cairá em tentação aos prazeres da oxidação”…

Bem..o motor volta a funcionar e eu volto com este ciclo…pensem em quantos rpms este motor girou em alguns mkm…e aí vc já percebe que àqueles 1ml de ontem se somaram mais muitos mls de óleo contaminado…

Ainda podemos contaminar o óleo pelo blow-by….o blow-by normalmente traz de volta ao cárter o óleo que vaporizou no regime de trabalho..
MAS no caso do blow-by entupir, os vapores do cárter são lançados diretamente ao respiro de óleo.

Num fiasa 1,5 este óleo vai direto ser jogado pra fora do bloco…mas em muitos motores ele simplesmente é jogado na admissão (uma forma encontrada em alguns motores para reduzir a emissão de poluentes)…
Bem..eu infesto o corpo da injeção com óleo e parte do meu combustível que vai entrar passou em contato com este óleo…

Legal…e não é este combustível misturado que vai entrar em contato com meu cilindro pra ser comprimido?

Tem um caso interessante que ilustra tudo isso:
Os VW/Audi 1,8 20v turbo apresentaram um problema de formação de borra logo que desembarcaram no Brasil…
A VW tomou uma providência pra evitar que este problema ocorresse:
Ela trocou a especificação do óleo destes motores..até 99 eram equivalentes aos nossos 10W40 SJ base sintética

Após 2000 tornou-se equivalente a 5W40 SJ sintético

Baixando o SAE em 5 na fase fria a Volkswagen buscou uma fluidez um pouco maior para preservar o óleo que circulava ainda frio e mantinha contato com uma turbina….e a escolha pela base sintética para resistir um pouco mais à oxidação química.

Se foi o suficiente para evitar que novos problemas voltasse a ocorrer é algo que não posso dizer..mas foi a escolha dos engenheiros na montadora alemã para tentar minimizar os problemas de quebra por formação de borra nestes motores.

58 comentários

  1. MANUELdisse:

    como fazer para desentupir o sistema de ar condicionado do palio elx 1.4 ano 2008?, porque quando ligo o ar , começa a derreter e cair água dentro do carro no lado do passageiro.

  2. LEANDROdisse:

    quando chego em casa noto que meu palio 1.0 2011 esta com o motor muito quente frequentemente mas a temperatura no painel está normal não acende luz nen nada as mal rodo 6 a7 km quando volto ja ta com o motor quente oq sera??

  3. cris moreiradisse:

    Tenho um palio fire 1.0 2004, gostaria de saber qual o óleo mais indicado pra ele, pois uns mecânicos dizem que é o mineral e outros o semissintético?

  4. Paulodisse:

    Fiz o motor do Palio Fire ano 2000/2001 1.0 16v a pouco menos de 2 meses, peguei o carro e logo senti que ele estava fazendo um pequeno barulho de tuchos, comprei um jogo de tuchos novos e coloquei nele e o barulho continua, o mecânico falou que para mim ir andando que vai parar o barulho, isso é verdade?
    Gostaria de saber tambem qual a especificação mais indicada para óleo deste motor que está com apenas 1500km rodado após a retifica total que fiz.

    Grato.

    Paulo

  5. Wanderleidisse:

    como eu troco o oleo do motor do palio98

  6. Bruno B CAUdisse:

    Bom tenho um palio 1.0 16v fire e ele quando ando muito tipo quando viajo ele joga oleo pelo respiro do motor oque pode ser alguem ja viu esse defeito ? ou ja ouviu fala? se poder me ajuda agradeço desde ja

  7. Rafael Almeidadisse:

    Eu não tenho pergunta nenhuma, pois notei que você nao responde nada.Portanto, para que perguntar, se nao terei resposta.
    Sem contar ,que teu texto, tem tanto erro, que as vezes fica impossível de ler.

  8. sex francaisdisse:

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